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A hora da verdade – Tirando as máscaras

Em abril há o dia da mentira. Como se a sociedade estivesse precisando de mais mentiras ainda… mas este artigo não vai falar especificamente sobre isso, digo, sobre essas mentiras que se falam em um dia especial do ano. Quero falar das nossas mentiras pessoais. Mentiras sobre nós mesmos, para nós mesmos, mentiras para suportarmos a nós mesmos, mentiras para suportarmos a sociedade e a vida que se tem.

Você deve estar pensando: “Eu, um mentiroso? Que afronta! Ela nem me conhece pra dizer isso!”. É verdade a parte do “nem me conhece”, mas é verdade também que todos, em algum momento, usamos máscaras, o que é normal, num processo de adequação diária ao meio social e até saudável, em parte. Mas quando isso se torna a forma única de adequar-se ou de conseguir sobreviver ao outro e a si mesmo já caminha para o campo patológico. Sabe, muitas vezes nos utilizamos da mentira para nós mesmos, do mascarar da realidade que temos para conseguirmos continuar a viver. Em muitas situações não se suporta a própria história de vida, as próprias frustrações, não se consegue encarar os próprios traumas, as perdas, as ausências, as presenças…

Mas vivemos um momento crucial no mundo. Momento em que, a todo instante, somos levados a questionar. São desde propagandas que afirmam que são os questionamentos que movem o mundo, até ter de pensar e agir rapidamente em meio às situações que surgem apressadamente nessa roda viva que é o mundo do qual participamos, que não pára para descansarmos ou respirarmos e pensarmos um pouco melhor sobre decisões ou sentimentos. Tudo precisa, atualmente, acontecer em apenas “dois tempos musicais”. É o tempo de estalar os dedos, compassadamente, duas vezes, somente… precisamos decidir como falamos sobre as questões práticas da vida para nossos filhos, como vamos agir diante de uma traição, que dívida faremos no momento e tantas outras questões do dia a dia. Infelizmente, todo esse frisson nos faz esquecer do questionamento principal: onde me encontro nisso tudo? De verdade, onde me encontro? Onde deveria estar? Onde quero, de fato, estar? De que forma? Tenho falado a verdade para mim mesmo? Tem sido válido mentir para mim mesmo durante tanto tempo? Será que as máscaras já não estão gastas e obsoletas e precisam ser revistas ou retiradas, primeiro para mim mesmo?

Quero deixar esta reflexão: qual tem sido a sua verdade? É realmente verdadeira? Que máscaras poderia  estar usando para si mesmo? Não será o momento de tomar uma atitude em prol de si mesmo e dizer: “chega de mentiras, quero viver de verdade!”?

E como é difícil fazer isso, porque implica em ressignificar a vida, em tirar o pus da ferida para tratá-la profundamente e fazê-la fechar devidamente curada, para não sentir dor quando olhar para a cicatriz.

Desejo que você alcance este estágio da vida: falar sempre a verdade, somente a verdade e nada mais que a verdade para si mesmo… Faça-se feliz!!!

Keli Arrruda – Professora e Psicanalista – keliarruda@hotmail.com

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