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Clima entre governo e centrais será testado no 1º de Maio

Após tensa negociação sobre salário mínimo, lideranças sindicais devem subir ao palco com uma lista de reivindicações para governo

Matheus Pichonelli, iG São Paulo | 01/05/2011 07:00

A relação entre o governo Dilma e as centrais sindicais terá sua temperatura medida hoje durante as festas em comemoração ao Dia do Trabalhador. Cinco meses depois da posse de Dilma Rousseff na Presidência, e após uma tensa negociação em torno do salário mínimo, lideranças sindicais devem subir ao palco neste 1º de Maio com uma lista de reivindicações que irá pautar os próximos embates com a administração petista. Entre as cobranças estão temas espinhosos ao governo, como a redução da jornada de trabalho e o fim do fator previdenciário.

Destaque, há um ano, nas festas da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Força Sindical, quando subiu ao palco ao lado do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma não estará nos megaeventos deste ano.

Em 2010, Dilma e Lula foram recepcionados com clamor pelos líderes sindicais. Na festa da Força, por exemplo, o presidente da entidade, deputado Paulo Pereira da Silva (o Paulinho da Força), chegou a puxar coro em favor da então presidenciável, pedindo que a plateia cantasse “olê, olê, olê, olá, Dilma, Dilma”.

Já o então presidenciável José Serra foi criticado por não comparecer – o deputado chegou a dizer que o tucano não gostava dos trabalhadores. Lula foi criticado por seu discurso que, segundo a oposição, fazia propaganda antecipada para sua candidata.

“No ano passado, fizemos um agrado. Agora vamos falar o que queremos”, resume um dirigente sindical que estará presente na festa organizada pela Força Sindical, UGT, CTB, CGTB e Nova Central.

A ausência da presidenta e a politização do evento ocorrem num momento em que a Força eleva o tom das críticas contra o governo Dilma e se aproxima dos tucanos em São Paulo. Para o evento, foram convidados o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o senador tucano Aécio Neves. Do lado da base governista deverão comparecer o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Entre as bandeiras que devem pontuar os discursos das lideranças sindicais estão também a valorização das aposentadorias e a redução da taxa de juros.

“Vamos cobrar. Tem todo esse discurso de que o salário está aumentando, mas estamos vendo aumentar também a inflação. Temos que ir pra cima”, diz o dirigente.

“Como queremos emplacar a agenda dos trabalhadores no país, temos de estar preparados para ações contrárias que virão dos patrões e governo”, escreveu o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT), presidente da Força, no site da entidade.

Centrais endurecem discurso e cobram atenção ao governo Dilma

Na festa da CUT, que acontece no sábado e no domingo, no Anhangabaú, o tom deve ser mais ameno em relação ao governo. A entidade é aliada histórica do PT, embora suas lideranças não tenham poupado críticas ao governo na discussão sobre o salário mínimo.

A festa, que será patrocinada por pelo menos quatro estatais – Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Eletrobrás e Petrobrás, que desembolsou R$ 300 mil para ter o nome exposto no evento –, terá como tema a relação entre Brasil e África. O único representante do governo paulista no evento deverá ser o secretário de Trabalho, David Zaia, que é ligado ao movimento sindical. A festa tem custo estimado em R$ 1,5 milhão.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já avisou que não comparecerá aos eventos desta vez. Ele seria homenageado pelos sindicalistas da CUT, assim como o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela.

Entre as principais atrações do evento está o ator americano Danny Glover e líderes de 13 países africanos. Cerca de 30 mil pessoas são esperadas para o evento, segundo o presidente da CUT em São Paulo, Adi dos Santos Lima. Na lista de reivindicações da CUT estão a redução da jornada de trabalho, o fim do fator previdenciário e a valorização das aposentadorias.

Outro tema que neste ano será retomado será o fim do imposto sindical, que, segundo Santos Lima, perpetua uma “estrutura sindical perversa, ultrapassada, que atrapalha mais do que ajuda”.

“Não esgotamos o diálogo com o governo, mas o governo, sozinho, não vai dar nada para ninguém”, diz o presidente da CUT-SP.

As estatais também estarão presentes na festa da Força, que acontecerá na avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda. O público esperado é de um milhão de pessoas. As centrais estimam gastar cerca de R$ 2,5 milhões na festa, para bancar shows de artistas como Cesar Menotti e Fabiano, Luan Santana, Bruno e Marrone e Maria Cecília e Rodolfo, além do sorteio de carros que acontece todos os anos. Petrobras (também com R$ 300 mil) e Caixa também estão entre os patrocinadores.

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