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O sindicalismo hoje

A grande parte do Movimento Sindical Brasileiro vive hoje a metáfora da raposa e o boi, nesse episodio a raposa ao encontrar o boi identifica de imediato os seus testículos e o confunde com uma fruta, na esperança que a mesma amadureça e caia, ela passa a segui-lo por toda parte, de tanto esperar a queda da fruta e isso não acontecer à raposa exclamou – nem tudo que balança cai!

Desde do governo Fernando Henrique Cardoso as principais Centrais Sindicais dividem no âmbito do CODEFAT (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) recursos financeiros significativos sobre o pretexto de promover a qualificação profissional e intermediação de mão de obra. Para viabilizar sua aplicação investem internamente em programas de formação de formadores cujo objetivo e capacitar Dirigentes Sindicais para atuação junto aos Conselhos de cunho institucional e gerenciar programas de formação sindical.

Com a chegada de Lula presidência do país, esses sindicalistas acreditam que a classe operária chegou ao paraíso, ouve ainda uma grande expectativa de este ou aquele líder sindical, venha ocupar cargo no governo, aqueles que no passado defendiam o Dirigente apolítico, agora formam fileiras em partidos políticos da base aliada, são os principais responsáveis pela desarticulação das lutas históricas dos trabalhadores, pregam a possibilidade de o governo agora dirigido por um operário atenda todas as demandas da classe trabalhadora. Será isso ingenuidade? Ou apenas barganha de grupos?

Entender esse processo é antes de tudo fazer uma breve viagem pela história recente, desde do inicio da industrialização brasileira, quando a organização sindical atravessa o Atlântico nos porões dos transatlânticos, trazido por militantes anarquistas, até os dias de hoje, foram tantas as formas de organização que os trabalhadores experimentaram, todas defendiam a autonomia de classe, mas, foi na década de 30 que o movimento faz um divisor claro sobre suas divergências entre sindicalismo revolucionário representado pelos socialistas e o sindicalismo institucional (governamental) representado pelo que a época foi denominado sindicalismo amarelo, é claro que havia diferenças enormes de pratica e concepções entre essas duas facções política no sindicalismo brasileiro.

Com o golpe militar de 1964 o movimento sindical sofreu uma das maiores desmobilizações de toda a historia, lideranças foram presas, muitos foram mortas e outras se renderam aos caprichos da ditadura. A luta pela redemocratização do país fez florescer no seio do movimento a retomada do sindicalismo classista, essa concepção se caracterizava pela defesa da autonomia, independência e democracia interna do movimento sindical.

A unicidade sindical e o sistema confederativo foram à forma encontrada pelo regime militar de organizar o sindicalismo institucional, para manter os sindicatos dependentes do Estado criaram a Contribuição Sindical que permanece até os dias de hoje. Visando se contrapor a esse modelo o Movimento identifica a necessidade da criação de uma Central de Trabalhadores, para tanto articularam a realização de Conferencias em todo o país (Conclates e Enclates) que origina a partir de 1983 na fundação da CUT e CGT – hoje Força Sindical, a diferença dessas duas centrais era apenas a forma de participação nos Congressos o Grupo representado pela ANAMPOS hoje CUT, defendia a participação de Delegados de base dos Sindicatos e das Oposições Sindicais, enquanto os outros defendiam a participação apenas de Delegados de Diretoria dos Sindicatos.

Como Delegado da Oposição Sindical Metalúrgica Puxirum participei da fundação da CUT no prédio da antiga companhia de cinema Vera Cruz em São Bernardo dos Campos – São Paulo. De volta a Manaus articulamos de imediato a organização da CUT Estadual, cujo primeiro Presidente foi Jaques Castro, no Congresso seguinte eu fui eleito o segundo Presidente da Central, forma tempos difíceis e desafiadores, com muita persistência e determinação construímos o maior movimento operário que o Amazonas até hoje testemunhou.

Passado 25 anos da primeira Greve Geral no Distrito Industrial quando o sindicalismo classista e pela base existia e era atuante na prática, o Amazonas testemunha a transformação daquele sindicalismo em objeto de manobra dos patrões, não existe democracia interna… prefiro que daqui por diante essa conclusão seja de você leitor, mande sua opinião paraelsonpmelo@gmail.com.
Concluindo esse comentário podemos garantir que o movimento sindical no Amazonas como no resto do país, na sua grande maioria vive a ilusão de a classe operaria estar no paraíso, porem, os trabalhadores brasileiros passam nesse momento pelo maior achatamento salarial e a marginalização de suas lutas nunca antes visto neste país

Elson de Melo

Presidente Muncipal do Psol – Manaus

Fonte: Jornal Imprensa Livre online

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